Criptografia – Segredos Embalados para Viagem - 2ª Edição
Descrição do livro
Apesar de a criptografia fazer parte do nosso dia a dia, são poucas as pessoas que se dão conta disso. Por vivermos em um mundo cada vez mais informatizado, nosso direito ao sigilo e à privacidade está sob ameaça constante. Uma vez que sabemos que senhas e números de cartão de crédito ou de contas bancárias nas mãos de piratas do submundo virtual são dor de cabeça na certa, preocupamo-nos com nossos dados pessoais e com as tentativas de saquear informações por meio de invasões de computadores, de toda espécie de praga cibernética e de e-mails maliciosos.
Esses nossos segredos, como também grande parte da nossa correspondência, costumam trafegar em redes de computadores e na internet. Para que permaneçam em sigilo, deveriam ser cuidadosamente embalados para viagem – e é aí que entra a criptografia. Utilizada há quase quatro mil anos para ocultar informações, a criptografia continua acompanhando as necessidades do homem moderno. Mesmo os métodos mais antigos continuam atuais e ainda são incorporados aos novos sistemas de criptografia forte. Mas a criptografia não serve apenas para manter o sigilo de dados confidenciais ou segredos de Estado. Também pode ser um excelente passatempo quando usada para criar ou solucionar quebra-cabeças e enigmas.
Este livro tem como objetivo desmistificar a criptologia mostrando que seus princípios fundamentais são simples e eficientes. Trata principalmente da criptologia clássica, a chamada criptologia arte, explicando o funcionamento dos métodos mais conhecidos. As explicações são complementadas com exemplos, dados dos autores, da época em que os métodos foram utilizados e da importância que tiveram no desfecho de alguns acontecimentos importantes. Esses relatos possibilitam ao leitor entrar nos bastidores da história e avaliar a luta milenar entre os criadores de cifras e os decifradores. Para os iniciantes, é uma forma divertida e lúdica de se preparar para a criptologia do século XXI.
Ver menos ▲Sumário
Sumário
- Agradecimentos
- Nota do editor
- Prefácio da primeira edição
- Prefácio da segunda edição (póstuma)
- 1 Introdução
- 1.1 Uma história milenar
- 1.1.1 Criptologia na Antiguidade
- 1.1.2 Serviços de Inteligência
- 1.1.3 Na era dos computadores e da Internet
- 1.2 Vocabulário
- 1.2.1 Áreas principais
- 1.2.2 Mais alguns detalhes
- 1.3 Guloseimas adicionais
- 1.1 Uma história milenar
- 2 O fascínio do segredo
- 2.1 Universo dos segredos
- 2.1.1 Mistério e poder
- 2.1.2 Sociedades e organizações secretas
- 2.1.3 Conflitos armados
- 2.1.4 Interesses comerciais
- 2.2 Formas e meios de comunicação
- 2.3 Gestos como forma de comunicação
- 2.3.1 Linguagem dos surdos-mudos
- 2.3.2 Movimentos labiais
- 2.3.3 Linguagem de gestos dos índios
- 2.3.4 Engenharia dos gestos
- 2.4 Sons como forma de comunicação
- 2.4.1 Alfabeto fonético
- 2.4.2 Som dos idiomas
- 2.4.3 Tambores que falam
- 2.4.4 Outras “conversas” sonoras e musicais
- 2.1 Universo dos segredos
- 2.5 Imagens como forma de comunicação
- 2.5.1 Hieróglifos do terceiro milênio
- 2.5.2 Cores, cartuns e HQ
- 2.6 Sinais como forma de comunicação
- 2.6.1 Sinalização com bandeiras
- 2.6.2 Telégrafos impressores
- 2.6.3 Sinais percebidos pelo tato
- 2.7 A escrita como forma de comunicação
- 2.7.1 Primeiras convenções
- 2.7.2 Escrita fonética
- 2.7.3 Alfabetos
- 2.8 Meios de comunicação mais comuns
- 2.8.1 Transmissões luminosas
- 2.8.2 Serviços de correio
- 2.8.3 Imprensa
- 2.8.4 Transporte de sons
- 2.8.5 Primeira radiotransmissão
- 2.8.6 Da luz do fogo ao teletransporte
- 2.9 O básico da informação
- 2.9.1 Informação como fator de organização
- 2.9.2 Medindo informação
- 2.10 Formas de ocultação
- 2.11 Desvendando segredos
- 2.11.1 As interceptações
- 2.12 Exercícios para liberar os neurônios
- 2.12.1 Treinando a orientação
- 2.12.2 Neurônios apressadinhos
- 2.13 Desafios
- 2.13.1 Perguntinhas para neurônios bip-bip
- 2.13.2 Trocando de alfabeto
- 2.13.3 Usando silabários
- 2.14 Rala-cuca: Panoramix pagava imposto?
- 3 Esteganografia, o jogo de esconde-esconde
- 3.1 Um pouco de história
- 3.2 Tintas “invisíveis”
- 3.2.1 Séculos de sucesso
- 3.2.2 Algumas aplicações modernas
- 3.2.3 Pequeno laboratório de tintas especiais
- 3.3 Autenticação de documentos
- 3.4 Objetos marcados
- 3.4.1 Camuflagens
- 3.4.2 Sósias
- 3.4.3 Semagramas
- 3.4.4 Esteganografia de código aberto
- 3.5 Imagens como cobertura
- 3.5.1 Anamorfose
- 3.5.2 Brincando com os sentidos
- 3.5.3 Um passeio pelo mundo da espionagem fotográfica
- 3.5.4 Micropontos e as fotografias ultraminiaturizadas
- 3.6 Som como cobertura
- 3.6.1 Conversas ininteligíveis
- 3.6.2 Características do som
- 3.6.3 Misturando sons
- 3.6.4 Sigilo nas comunicações telefônicas
- 3.6.5 Sons digitais
- 3.6.6 Sistema binário
- 3.6.7 Arquivos digitais como cobertura
- 3.7 Texto como cobertura
- 3.7.1 Frater Franciscus
- 3.7.2 Um servo leal
- 3.7.3 Notícias de uma terra distante
- 3.8 Trithemius, o abade brincalhão
- 3.8.1 A história de vida
- 3.8.2 A fama de ocultista
- 3.8.3 A verdadeira história do Livro III
- 3.8.4 As “Ave-Marias” de Trithemius
- 3.9 Grelha de Cardano
- 3.9.1 Vida de Cardano
- 3.9.2 Métodos criptográficos de Cardano
- 3.10 Esteganografia na atualidade
- 3.10.1 Imagens digitais como cobertura
- 3.10.2 Watermarking
- 3.10.3 Material genético
- 3.11 Desafios
- 3.11.1 Elementos de segurança das cédulas do Real
- 3.11.2 Bronca do gerente
- 3.11.3 Alfabeto genético
- 4 Os códigos
- 4.1 Os códigos na criptologia
- 4.1.1 Um código da Antiguidade – o telégrafo hidro-ótico
- 4.2 Códigos abertos
- 4.2.1 Telégrafos aéreos
- 4.2.2 Códigos comerciais
- 4.1 Os códigos na criptologia
- 3.4.1 Camuflagens
- 4.3 Falando em código
- 4.3.1 Os code talkers
- 4.3.2 Falando sobre a bomba atômica
- 4.4 Nomenclaturas que ficaram famosas
- 4.4.1 Rainha Mary da Escócia
- 4.4.2 Telegrama de Zimmerman
- 4.5 Ética sem códigos x códigos sem ética
- 4.6 Amadorismo nos códigos
- 4.7 Alguns nomes em código
- 4.8 Desafios
- 4.8.1 O mais simples dos códigos
- 4.8.2 Um código em código
- 5 Sopa de letrinhas
- 5.1 Bastão de Licurgo, lenda ou realidade?
- 5.2 Observações iniciais
- 5.3 Transposições regulares
- 5.3.1 Tipos de inserção
- 5.3.2 Tipos de retirada
- 5.3.3 Grades triangulares
- 5.3.4 A viagem do cavaleiro
- 5.3.5 Transposição colunar
- 5.3.6 Transposições simétricas duplas
- 5.3.7 Grade giratória de Fleissner
- 5.4 Transposições assimétricas
- 5.4.1 Transposição colunar assimétrica
- 5.4.2 Resgatando uma cifra fraca
- 5.4.3 Cifra do “Exército dos Estados Unidos”
- 5.4.4 Segurança das cifras de transposição
- 5.4.5 Cifra Rail Fence
- 5.5 Transposições como inspiração
- 5.6 Transposições na atualidade
- 5.7 Desafios
- 5.7.1 Princípio fundamental da transposição
- 5.8 Rala-cuca: esta é de lascar
- 5.9 Rala-cuca: o padrão é o patrão
- 6 “Tlocando as letlas”
- 6.1 Na época das Escrituras Sagradas
- 6.1.1 Cifra Atbash
- 6.1.2 Cifra Albam
- 6.1.3 Cifra Atbah
- 6.1.4 Cifras hebraicas no século XVIII
- 6.2 Segurança no Império Romano
- 6.2.1 Código de César
- 6.3 Nem só de letras vive uma substituição
- 6.3.1 Templários
- 6.3.2 Cifra maçônica e rosacruz
- 6.3.3 Alguns cifrantes interessantes
- 6.4 Enigmas na literatura
- 6.4.1 Edgar Allan Poe
- 6.4.2 Sherlock Holmes se rende às cifras
- 6.5 Enigmas no mundo do crime
- 6.6 Um harém de letras
- 6.7 Um é bom, dois é melhor
- 6.7.1 Disco de Alberti
- 6.7.2 Trithemius está de volta
- 6.7.3 Um personagem desconhecido e a ideia da senha
- 6.7.4 Um jovem prodígio mistura tudo
- 6.7.5 Para quem tem memória curta
- 6.7.6 E o Oscar vai para... Vigenère!
- 6.7.7 Variações sobre o tema
- 6.8 Na Grécia antiga
- 6.8.1 Código de Políbio
- 6.9 Pegando carona com Cleoxeno e Democleto
- 6.9.1 Cifra Playfair
- 6.9.2 Playfair de duas grades
- 6.9.3 Playfair de três grades
- 6.9.4 Playfair de quatro grades
- 6.9.5 Desconhecida, mas muito interessante
- 6.9.6 A cifra tomográfica de Delastelle
- 6.10 Segurança das cifras de substituição
- 6.10.1 Cifra inviolável – One-time pad
- 6.10.2 Cifra de Hill
- 6.11 Desafios
- 6.11.1 Araponga de meia-tigela
- 6.11.2 Celebridades
- 6.12 Rala-cuca: rasgando o verbo
- 6.13 Rala-cuca: orgulho nacional
- 7 Associando métodos
- 7.1 Esteganografia e substituição
- 7.1.1 Cifra de Bacon
- 7.1.2 Lições dos dissidentes russos
- 7.1 Esteganografia e substituição
- 7.2 Substituição e transposição
- 7.2.1 Cifra ADFGVX
- 7.2.2 Painvin e a cifra ADFGVX
- 7.3 Cifras modernas
- 7.3.1 DES, o algoritmo simétrico de bloco mais difundido
- 7.4 Desafio
- 7.5 Rala-cuca: palíndromos
- 6.1 Na época das Escrituras Sagradas
- 8 Dispositivos criptográficos
- 8.1 As eras da criptografia
- 8.2 Pequenos artefatos portáteis
- 8.2.1 Régua de Saint-Cyr
- 8.2.2 Cilindros cifrantes
- 8.3 Máquinas cifrantes
- 8.3.1 Projeto Enigma
- 8.3.2 Adoção da Enigma
- 8.3.3 Elementos básicos da Enigma
- 8.3.4 Segurança da Enigma
- 8.3.5 Susto causado pela Enigma
- 8.3.6 As primeiras informações
- 8.3.7 Logística da Enigma
- 8.3.8 Marian Rejewski versus Enigma
- 8.3.9 Mapa da mina
- 8.3.10 A Enigma como máquina de guerra
- 8.3.11 Bletchley Park versus Enigma
- 8.3.12 Enigma Naval
- 8.4 Rala-cuca: bomba caseira
- 9 Criptoanálise, a engenharia reversa da criptografia
- 9.1 Um criptoanalista de dar inveja
- 9.2 Considerações sobre a criptoanálise
- 9.3 Pioneirismo dos árabes
- 9.3.1 Personalidade das letras e dos idiomas
- 9.4 Frequência de ocorrência das letras
- 9.4.1 Português do Brasil
- 9.4.2 Espanhol, italiano, inglês, francês e alemão
- 9.5 Métodos estatísticos
- 9.5.1 Teste kappa
- 9.5.2 Índice de Coincidência (I C )
- 9.5.3 Teste phi
- 9.6 Princípios de Kerckhoff
- 9.7 Material de apoio
- 9.8 Quebrando transposições regulares (geométricas)
- 9.8.1 Transposição colunar simples
- 9.8.2 Transposição com a grade giratória de Fleissner
- 9.8.3 Transposição dupla
- 9.9 Quebrando transposições irregulares
- 9.9.1 Quarto bloco da escultura Kryptos
- 9.10 Considerações finais sobre as transposições
- 9.11 Quebrando substituições simples
- 9.11.1 Análise sem o auxílio de gráficos
- 9.11.2 Análise com o auxílio de gráficos
- 9.11.3 Mais um exemplo de substituição simples
- 9.11.4 Considerações sobre as substituições simples
- 9.12 Quebrando substituições homofônicas
- 9.13 Quebrando substituições polialfabéticas
- 9.14 Força bruta
- 9.15 Palavras finais
- A Pequeno glossário
- B Referências de protocolos
- B 1 Códigos
- B 1.1 LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais
- B 1.2 Caretinhas ou Caracteretas
- B 1.3 Semáforo de bandeiras
- B 1.4 Código Morse
- B 2 Métodos de escrita
- B 2.1 Hieróglifos
- B 2.2 O silabário japonês, hiragana
- B 3 Sistemas de transmissão
- B 3.1 Tabela ASCII
- B 1 Códigos
- C Soluções dos desafios
- Desafio 2.13.1 – Perguntinhas para neurônios bip-bip
- Desafio 2.13.2 – Trocando de alfabeto
- Desafio 2.13.3 – Usando silabários
- Desafio 3.11.1 – Elementos de segurança das cédulas do real
- Desafio 3.11.2 – A bronca do gerente
- Desafio 3.11.3 – Alfabeto genético
- Desafio 4.8.1 – O mais simples dos códigos
- Desafio 4.8.2 – Um código em código
- Desafio 5.7.1 – Princípio fundamental da transposição
- Desafio 6.11.1 – Araponga de meia-tigela
- Desafio 6.11.2 – As celebridades
- Desafio 7.4 – Decifre o criptograma
- Bibliografia
- Índice remissivo
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Paulo H P
Excelente livro que aborda de forma simples e histórica a criptografia. Para quem está dando os primeiros passos é um livro essencial!






